segunda-feira, 11 de março de 2013

PASTOR ALEMÃO - ORION DO ALTO DO AGAVÊ & HISTÓRICO


Notícias
Vieira expõe Orion do Alto do Agavê em fev/2013

Estreou em 23/02/13, aos 4 meses e 29 dias, Orion do Alto Agavê, na exposição da "União Pastoreira" promovida em Porto Alegre. Participando apenas do evento de sábado por seu proprietário, o pastoreiro pelotense  Cláudio Balreira, ter compromisso no domingo em Pelotas, Orion foi o vencedor da 6a categoria machos. Mereceu elogios entusiasmados de Alexandre Tavolari, juiz por demais conhecido e criador destacado, alem de outros grandes criadores presentes à exposição.Um deles referiu-o como "uma das maiores promessas, neste momento, no Brasil e na América do Sul".

Criado por Gerson Krepsky, Orion é filho do SG2 (França), SG3 (Brasil), VA (Brasil), V10 (Argentina) Fedor Martinskapelle, um filho do atual bi-sieger alemão e de uma lindíssima cadela chamada Birdy Domaine du Parc, uma das melhores filhas de Vegas du Haute Mansard. Sua mãe é Ariel do Alto do Agavê, excelente exemplar que, irmã inteira do excepcional Axel do Alto do Agavê (filhos do Sieger King de Los Danicar), parece ter sido acasalada por Irok Brut von der Hexe. Se estiver interessado, entre em contato com Gerson Krepsky ( agavet@terra.com.br ou gersonkrepsky@terra.com.br ).




Histórico da Raça e WUSV
Morena do Vale da Neblina, grande promessa no criatório do RS

    Para analisar a fundo a origem do Pastor Alemão verificando os apontamentos do fundador do clube temos que partir em primeiro lugar do seguinte ponto de vista: O valor histórico ideal dos animais para cria consistem em que estes pertenciam já ha séculos ao território em que estavam sendo criados. Certamente estes animais destinados para a criação haviam desenvolvido subcastas regionais durante sua larga existência na região. Max von Stephanitz cruzou animais que eram oriundos daquelas regiões conseguindo uma mescla heterogênea destas espécies, sendo o resultado um Pastor Alemão bem adaptado as funções para as quais se destinava. Max von Stephanitz dedicou-se ao seu próprio ideal, ele queria um cão que servisse ao homem em múltiplas utilidades. Trabalhou neste sentido e definiu as normas para o standard da raça, onde só existem variações de cor e tipo de pelo. O cão pastor alemão foi classificado como cão de utilidade em 22 de abril de 1899 com a fundação do clube, onde o Capitão de cavalaria Max von Stephanitz foi o primeiro presidente, e após um ano dedicou-se energicamente na direção do jovem clube. Nesta época a Alemanha passava por um período muito favorável, de crescimento econômico, a industria progredia com alta velocidade e o progresso parecia seguro e incontestável, e isto também do ponto de vista técnico e científico, como a nível cinólogo. Toda a cinologia européia encontrava-se em auge, o que favoreceu em muito o desenvolvimento de algumas raças naquela época. Algumas estruturas já existiam na Alemanha, principalmente as de cães de caça, tradicionalmente ocupada pela burguesia e pela nobreza. Foi então que Max von Stephanitz apresentou um novo conceito para a cinologia, o qual se baseava em um cão utilitário. Nascia então aquele que se converteu no cão mais preferido mundialmente. Por seu grande êxito pode-se destacar Max von Stephanitz como um dos principais personagens da história da cinologia. Com seu lema “Utilidade é o único critério de beleza” Max von Stephanitz criou com poucas palavras uma fórmula válida para sempre. Todos os que criam seriamente e amam esta raça tomam esta fórmula como guia e motivação.

Depois de haver se firmado como raça, o Pastor Alemão sofreu um duro golpe durante a primeira Guerra Mundial onde cerca de 7000 exemplares foram mortos. Após esta época, começa a era da República Weimar, a qual foi marcada por insegurança a nível social. Tanta era a necessidade de segurança que o Pastor Alemão tornou-se um excelente artigo de exportação, o que elevou o numero de sócios do clube de criadores de 5900 em 1918 para 57000 em 1923. A excessiva criação pode ser reduzida com a introdução de um critério de seleção de animais para a reprodução, tanto para machos como para fêmeas nos anos de 1922 e 1923. Esta excessiva criação motivou-se devido a necessidade de reembolsar a França 2600 exemplares da Raça Pastor Alemão. No dia em que completava 37 anos o clube perde seu fundador, porém seu trabalho continuou. Mesmo durante a divisão da Alemanha, os dois lados seguiram fielmente o exemplo do fundador do clube e trataram de manter e melhorar a raça. Tudo isto a pesar da intervenção do Estado, da direção socialista e de uma quase completa separação genética. Depois da fusão as associações uniram as populações sem nenhum problema. A história do cão Pastor Alemão é muito versátil, a raça teve uma evolução contínua graças aos conceitos já mencionados. Isto foi como conseqüência da genial idéia do capitão de cavalaria com seus programas de criação e esplêndido material de ponto de partida para a criação. O clube com seu tamanho e estrutura atual é o clube cinólogo maior que existe para uma só raça. O clube hoje chamado de União Mundial de Pastores Alemães (WUSV) completou 100 anos em 22 de abril de 1999 e tem sede na Alemanha.
Baco de Dom Feliciano, destacado reprodutor gaúcho - 2012

Fisicamente, pode chegar aos 44 kg e medir 66 cm. Sua pelagem, de subpelo denso e duro, varia nas cores castanho de capa preta, preto, marta e branco. A pelagem branca, apesar de ser indesejável para os padrões norte-americano e inglês, por exemplo, não é tão incomum e, em 2002, foi reconhecida pela FCI como uma nova raça face aos esforços de criadores suíços:  a "PASTOR BRANCO SUÍÇA".

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

PASTOR ALEMÃO - NOTÍCIAS

Gorbi de La Blanqueada, Pelotas - dezembro de 2012
Em 02/12/2012 - Gorbi de  La Blanqueada estreou com vitória aos 5,5 meses de idade, na "6ª categoria machos" da 48ª Exposição de Pelotas promovida pelo núcleo do CBPA "NUPPA LITORAL SUL" e julgada pelo presidente do Conselho de Juízes do CBPA (Clube Brasileiro do Pastor Alemão), o Engº Sérgio Felippetto.

Baco de Dom Feliciano, 2012
Filho de Baco de Dom Feliciano e Mina Laçador, Gorbi, criado por Cláudio Burck (titular do canil "La Blanqueada" e parceiro do “Canil Helomar”) pertence ao tradicional pastoreiro pelotense Volnei Ruas que, embora agora mais voltado às lides do cavalo crioulo, retoma a atividade pastoreira com esse promissor exemplar.

A ninhada de Gorbi de La Blanqueada, em 23/06/2012
Fraya de La Blanqueada, do Canil Helomar, em 16/03/2012
Filha de Baco de Dom Feliciano x Mina do Laçador
Promissora matriz para o 2º semestre de 2013
 Em 26/02/2013: Caros amigos pastoreiros. Informo que minha cadela mais velha, Lea do Alto Agavê, foi selecionada em POA e coberta pelo Baco de Dom Feliciano.
A ninhada nasceu de sábado (23) para domingo (24). Foi realmente "um parto"! O primeiro chegou às 18h10 e o último às 04h da manhã, e ficamos acordados (eu e a Ana Paula) até às 08h quando aplicamos a última dose de ocitocina. Está composta de 3 machos e 1 fêmea, todos estão bem. Já é possível notar a diferença de tamanho em relação ao nascimento. Embora os animais já tenham pretendentes, os negócios ainda não foram concluídos. O nome dos “indivíduos”, por ordem de nascimento:
Argus da Matilha dos Bravos;
Aura da Matilha dos Bravos;
Arko da Matilha dos Bravos;
Athos da Matilha dos Bravos.

Lea do Alto do Agavê, POA-2013

Como existem vários interessados, mais do que a disponibilidade de filhotes, teremos uma nova ninhada encaminhada com meu cachorro, Polter do Laçador (ver foto no final desta postagem), e a cinza Ellen de La Blanqueda (muito premiada), prevista para nascer em 11 de março. Meu celular é (53) 9102 4115, 
e.mail  "humberto.gauterio@gmail.com" . 

Grande abraço, Humberto.
  
Em 25/02/2013: Morena do Vale da Neblina, 5 meses. Criação de Sérgio Felippetto, propriedade de Ítalo Bigliardi. segunda colocada na sexta categoria fêmeas na exposição de sábado, julgamento do chileno Virgílio Garbin (atual presidente da COAPA). No dia seguinte (domingo), com as mesmas competidoras (onze no total) foi a primeira colocada, com julgamento do paulista Alexandre Tavolari.

Morena do Vale da Neblina, PO-fevereiro 2013




Filha de BACO DE DOM FELICIANO x Xiva do Vale da Neblina.


Na linha baixa ela descende da campeã sulbrasileira 2006 Pillar Laçador, criação de Cláudio Burck e Ítalo Bigliardi.

   http://www.pedigreedatabase.com/dog.html?id=1948522 - para o pedigree completo de MORENA!!!

Polter do Laçador e Lea do Alto do Agavê, com Ana Paula Muniz e Humberto Gautério
INICIE NA SEGUNDA ETAPA SUA CRIAÇÃO DE PASTOR ALEMÃO

27/02/2013 - Se você quer iniciar direto na fase de criação, temos uma cadela co 5 anos, isenta de displasia, e uma filhota com pouco mais de 1 ano, com ótimas linhagens. Entre em contato pelo celular (53) 99495217. O preço é de "barbada".



Notícias, interesse na compra e/ou venda, fotos e ilustrações (jpg), enviem para

cgrheingantz@gmail.com 




segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

PASTOR ALEMÃO

2011 - Marcelo Rheingantz com sua Fraya La Blanqueada, do Canil Helomar/Pelotas

 Deutscher Schäferhund (Alemanha), Lobo-da-Alsácia (Portugal) ou Pastor Alemão (Brasil): uma das mais numerosas raças caninas no mundo e no Brasil, e a mais estudada, provem da Alemanha e, provàvelmente, descende de cães pastores de sua região noroeste. Está classificada no FCI como pertencente ao Grupo 1, Seção 1 (cães de pastoreio e boiadeiro, exceto boiadeiros suiços).
1977 - Burck e Rheingantz treinam Odin da Casa dos Arcos, no Canil Helomar
O primeiro Pastor Alemão registrado pertencia ao aposentado da cavalaria alemã, capitão Max von Stephanitz, no século XX. Idealizador e criador da raça, fundador em 1899 do clube hoje WUSV, von Stephanitz nasceu em 30 de dezembro de 1864, alguns anos antes da criação do Império Alemão, falecendo em 1936.
2012 - Balvera com  Yunker, Cláudio com Fraya, no Canil Helomar
As primeiras notícias concretas da raça remontam ao século X, quando monges escoceses fundaram uma abadia no Vale de Münter, na Alemanha. Para lá foi levado um tipo de cão que se misturou aos lobos existentes na região, deste cruzamento surgindo um cão rústico que foi usado pelos camponeses para pastoreio. Em 1891 houve o primeiro movimento conhecido para separar este dos demais cães de trabalho.
2012 - treinamento semanal no NUPPA, Pelotas
O Pastor Alemão foi utilizado pelo exército alemão durante a primeira guerra mundial como mensageiro, batedor e carregador, chamando a atenção dos inimigos que, ao final da guerra, levaram alguns exemplares consigo. Foi popularizado nos EUA e Reino Unido, na TV e no cinema celebrizando-se principalmente em produções como Rin-Tin-Tin.
2012 - Burck com Evora de Don Feliciano, Rheingantz com Fraya La Blanqueada
e Calterio com Elle La Blanqueada, no Canil Helomar
Na década de 1970 já era uma das raças mais difundidas no mundo mas, devido a acasalamentos indiscriminados, surgiram animais problemáticos, mais propensos às doenças comuns como a mielopatia degenerativa e a displasia coxofemural. Os problemas surgidos motivaram estudos, tornando-a uma das poucas raças caninas, se não a única, cujos criadores  e melhoristas investem contínua e sèriamente no controle da displasia coxo femural e de cotovelo, bem como no controle do temperamento, resultando na identificação de diversas linhagens de cães bonitos, robustos, fortes, com pouca ou nenhuma displasia, e temperamento adequado às funções para as quais se destina, ou seja, um cão de guarda e de companhia, um cão de agressividade  controlada necessária para fazer a defesa do território e das pessoas que guarda.
1987 - Cláudio Burck e Mosca do Vale da Neblina, no Canil Helomar

A divisão existente na criação da raça, e que criou cães de estrutura e cães e trabalho, hoje já não é tão estanque. O Pastor Alemão não é um cão da moda, sendo considerado o cão policial e militar mais completo principalmente por sua lealdade, agilidade, inteligência, cautela e amizade.
2012 - Confraternizando após o treinamento, NUPPA
Como cão de pastoreio, em provas de obediência, de localização e de agilidade, é muito bem sucedido, seu adestramento não representando dificuldade mesmo para pastoreiros inexperientes face à sua reconhecida inteligência, afetividade, e inabalável lealdade. É fiel e verdadeiro até a morte, nunca ocioso sempre em movimento, é bondoso mas não bajulador: um constante prazer para olhos e alma.
2012 - Cláudio Burck com Thena Laçador

Texto adaptado de www.pastoralemao..com.br ,  www.pastoralemao.info/  e www.wikipedia.org/wiki , em janeiro de 2013.


Comentários, textos, fotos, etc – envie para cgrheingantz@gmail.com .

sábado, 26 de janeiro de 2013

BOXER PARA TODOS

Marcelo Rheingantz com a matriz Donna, do Canil Helomar - 2012
No final do século XIX um grupo de cinófilos alemães procurava obter, através do cruzamento de um cão antigo, conhecido como Bullenbeisser, com o do Buldogue Inglês, uma raça de características homogêneas e elegantes.

Um cão com as características do atual Boxer foi apresentado em Munich, cidade alemã da região da Bavária, que acasalou com uma Bulldog, resultando cães de queixo desenvolvido, orelhas altas e ossos fortes. Mediante diversos cruzamentos entre eles com a finalidade de eliminação dos excessos de cor branca, proveniente do bulldog, obteve-se a coloração desejada, o louro ou dourado, além disso e principalmente reduzindo a robustez e conformação pesada na busca de uma constituição mais ágil e elegante. O Bullenbeisser era um cão de pelagem dourada ou tigrada, constituição física maciça, cabeça grande, e musculatura exagerada.

Em 1896, fundou-se o primeiro clube do Boxer, em Munich, a partir daí os formadores da raça concluindo pela necessidade de eliminar-se por completo todas as características do bulldog que poderiam desvalorizar o boxer ideal, procurando fixar o dourado e o tigrado como cor padrão em detrimento do branco. O resultado foi um cão harmonioso, elegante e potente, compacto e de forma quadrada, com ossatura pesada e pelagem curta. A musculatura plástica, poderosamente desenvolvida e nitidamente definida, confere-lhe o aspecto atlético e nobre que conhecemos.
De estatura média para grande, os machos devem medir em torno de 60 cm, os que excederem essa medida pesando mais de 30 quilos. As fêmeas, um pouco menores, medem cerca de 55 cm, aquelas que ultrapassarem essa medida pesando mais de 25 quilos.
Marina Burck e parte da ninhada do Canil Helomar - 2012
Dócil no meio familiar, não é um cão de um único dono festejando a todos que o cercam alegremente. Com crianças sua dedicação é incrível e, muitas vezes sem conhecê-las, cuida e brinca como se fossem as “crianças da casa”. Vale lembrar que a aparente docilidade não significa que serem bonachões: o Boxer é um eficiente e valente cão de guarda, fiel e muito ligado ao seu dono e território, um intrépido e corajoso guardião dotado de ataque potente facilitado pela projeção de sua mandíbula e, ao atacar, somente desiste se acionado por seu dono ou vencido pela morte.

Com excelente olfato e docilidade aliados à sua grande energia, o Boxer é um cão fácil de ensinar. Embora não tão popular nos dias de hoje, mantém-se entre as dez raças mais registradas no Brasil, agradando aos mais variados gostos devido à sua versatilidade e temperamento tolerante, principalmente aqueles que procuram aliar guarda e companhia numa única raça. A cor da pelagem hoje reconhecida pelos padrões oficiais da raça é o dourado e o tigrado, no entanto a participação de cães de pelagem branca vem crescendo muito e alguns cães de pelagem negra já começarem a ser criados podendo, certamente, mudar a concepção atual das cores permitidas a médio prazo.
Marcelo Rheingantz & amiga, com lindos boxerzinhos do Canil Helomar - 2012
O Boxer não late a toa, gostando de estar perto do dono mesmo não solicitando atenção a toda hora. Embora ativo, não é espaçoso: um quintal ou um corredor satisfazem suas necessidades, havendo declarações de proprietários que os têm em apartamento de que “vivem bem e não incomodam”. A pelagem curta favorece a condição de higiene e, não exalando aquele "cheirinho forte de cachorro" e não latindo à toa, é fácil criá-lo nesses ambientes. Adora passear,  mas nada que precise ser longo ou cansativo.
Luisa Burck, com um excelente filhote da ninhada do Canil Helomar - 2012
Seus ancestrais, os "Bulldog" ingleses, eram usados em competições com touros na Inglaterra. Depois, os próprios Boxer foram utilizados para caça de animais de grande porte como ursos, hoje sendo admirados por seu companheirismo e senso de proteção para com o proprietário.

Quer saber mais sobre a raça Boxer? Clique nos artigos consultados para esta postagem:



sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

PASTOR-MAREMANO-ABRUZES


em italiano: 
Cane da Pastore Maremmano-Abruzzese
Pastor-Maremano-Abruzes no manejo da Jersey da Agropecuária Sopramonte-RS
 Esta raça antiga de cães que guardavam rebanhos vem de pastores ainda usados nos Abruzzes, onde a criação de ovelhas continua próspera, e de pastores antigos que existiam na região da Toscana e do Lazio. Particularmente após 1860, com a migração sazonal dos rebanhos de uma região para outra, foi favorecido o cruzamento natural entre as duas raças primitivas, e o produto  obtido teve uma de suas características diferenciada da de seus parentes, os cães abruzenses, hoje sendo considerados do mesmo padrão. Raça desenvolvida praticamente em uma única região preservou sua pureza, continuando a receber os mesmos cuidados de antigamente. Apesar de suas qualidades psíquicas o tornarem um animal de guarda acima da média, é comumente empregado como cão pastor, função esta que exerce, de acordo com criadores, com atenção e valentia para enfrentar lobos. Após a Segunda Guerra Mundial a raça foi difundida, sendo mais recentemente considerada como de exposição e de companhia. É de grande porte com aspecto rústico, tronco mais longo que a altura, chegando a medir 73 cm na cernelha e pesar 45 kg. É majestoso e harmonioso em relação ao formato (heterométrico) e ao perfíl (halóidico).

A sua função principal de cão de guarda e defesa do rebanho, e das propriedades em geral, se evidencia no modo que cumpre esta tarefa, com perspicácia, coragem e decisão. O seu caráter ainda que orgulhoso e alheio à submissão, sabe exprimir uma ligação devotada ao seu dono e a tudo que o cerca.

O pastor maremano-abruzês é fortemente constituído, de aspecto rústico e, ao mesmo tempo, majestoso e distinto. A conformação geral é a de um mesomorfo pesado, cujo tronco é mais longo que a altura na cernelha; harmonioso em relação ao formato (heterometria) e aos perfis (haloidismo). O comprimento da cabeça é igual a 4/10 da altura na cernelha; o comprimento do focinho é um décimo menor que o comprimento do crânio; o comprimento do tronco é maior que a altura na cernelha 1/ 18 dessa altura. A profundidade do peito é ligeiramente inferior a 50% da altura na cernelha (ex. num cão de 68 cm na cernelha, a profundidade do peito é cerca de 32 cm).

A pele é bem ajustada ao corpo em todas as regiões, tendendo a grossa, com pigmentação das mucosas das rimas palpebrais, das almofadas plantares e  dos dedos devendo ser preta. A pelagem é muito abundante, com pelo longo tendendo a áspero ao tato, bem assentado, tolerada leve ondulação, formando uma rica juba em torno do pescoço e franjas de comprimento limitado na face posterior dos membros, sendo curto no focinho, crânio, orelhas e nas faces anteriores dos membros, no tronco atingindo 8cm. O subpelo é abundante somente durante o inverno. Cor branca unicolor, toleradas nuanças marfim, laranja pálido ou limão em quantidde limitada.

Suas proporções são detalhadamente explicadas no site de sua raça.

OUTROS DADOS:
Altura na cernelha: machos de 65 a 73 cm.
fêmeas  de 60 a 68 cm.
Peso: para os machos de 35 a 45 quilos.
para as fêmeas  de 30 a 40 quilos.8
FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deverá ser considerado como
falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade, como o passo de camelo
continuado ou a presença de ergôs.
FALTAS ELIMINATÓRIAS
• cabeça: linha crânio-facial convergente; prognatismo acentuado e deformador.
• cauda: portada enrolada sobre o dorso.
• tamanho: fora dos limites descritos.
• movimentação: passo de camelo continuado.
DESQUALIFICAÇÕES
• trufa: completamente despigmentada.
• focinho: definitivamente convexo ou côncavo.
• olhos: despigmentação moderada ou bilateral das pálpebras. Olhos
porcelanizados. Estrabismo bilateral.
• maxilares: prognatismo inferior.
• órgãos sexuais: criptorquidismo, monorquidismo, evidente deficiência de
desenvolvimento de um ou de ambos os testículos.
• cauda: anurismo, braquiurismo, quer seja congênito ou adquirido.
• pelo: encaracolado.
• cor: pelagem isabela; manchas de isabela ou marfim; nuanças  pretas.
•    todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento
deve ser desqualificado.
NOTA:
• os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem
desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.

Na CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA, filiada à Fédération Cynologique Internationale, está classificado como F.C.I., Grupo 1 (Cães Pastores e Boiadeiros exceto Boiadeiros Suíços), Seção 1 (Cães Pastores), Padrão FCI n° 201, em 15 de setembro de 1992.
País de origem: Itália
Nome original: Cane da Pastore Maremmano Abruzzese
Utilização: guarda de rebanho e de propriedade.
Sem prova de trabalho

Mais sobre o PASTOR-MAREMANO-ABRUZES??
Acari Luiz Menestrina
GRAN MESTRI
(49) 33225600/99873477

terça-feira, 27 de novembro de 2012

BORDER COLLIE


Como Diretor de Divulgação e Presidente do Conselho Técnico da Associação de Criadores de Gado Jersey do RS, constantemente viajo pelo nosso Rio Grande conhecendo e revisando os rebanhos associados. Geralmente acompanhando, ou acompanhado, ao superintendente de registro genealógico Clariton Tavares Dias.

Em 23 de novembro pp. uma grande surpresa: ao chegar à “Fazenda da Meia Lua”, município de Lavras do Sul, de Dilermano Teixeira de Barros, lá confraternizavam e programavam os "próximos passos" da Border Collie no Brasil nada menos do que a cúpula das associações gaúcha e brasileira da raça reforçada com a presença do simpático jurado norte americano, Danny Shilling, recém chegado de Mato Grosso após julgamento da Exposição Nacional dessa raça efetivamente de trabalho.

 

Depois das devidas apresentações, um almoço maravilhosamente preparado pela D. Clara de Barros: os pernís de cordeiro em forno a lenha (parte de “complexo” fogão), apresentavam aquele paladar inesquecível só conseguido por quem entende da criação, do abate, e da preparação dos simpáticos ovinos. Acompanhado de arroz simples ou com ervas, de massa fusille na manteiga, e de saladas vegetais diversas, completado por especial enrolado de entrecôte bovino (muito bem temperado), culminando com um dos melhores “arroz com leite” que lembro ter comido nos últimos 64 anos de minha curta existência (quer na consistência, quer no sabor, quer na aparência) e variedade de sorvetes. Não faltou um café passado cheiroso e gostoso.

 

Sem a “sesta” digna de tal cardápio, educadamente oferecida, se não tivéssemos de efetuar o trabalho nas Jersey da “Meia Lua”, Dilermando propiciou-nos verdadeiro shows em dois atos: no primeiro um de seus border collie reuniu e aproximou um lote de novilhas jersey e, no segundo, outro de seus cães fez o mesmo com ovinos. O comando, por apito totalmente obedecido pelos “atletas caninos” em distância superior a 300 metros, foi um espetáculo inédito para nós: alem deste bloguista (criador de pastor alemão e boxer) e do dr. Clariton (criador de fila brasileiro e potencial de pastor alemão e boxer), a espôsa e filhas do proprietário (Clara, Anahy e Mariana), o presidente da Associação de Criadores de Border Collie (André Camozzato, ex-jersista), o jurado norteamericano (Danny Schilling), e o casal de adestradores da raça (Ivanete e José Roberto Arruda) moradores em trailler e viajantes por todo o Brasil no desempenho de seu competente trabalho. O juiz, Mr. Schilling, é constante hóspede dos gaúchos "boodercollistas", e adora os "hábitos verdadeiramente gauchescos" de nosso interior.


A raça Border collie foi desenvolvida na Grã-Bretanha para pastorear ovelhas, cujo padrão racial foi estabelecido há pouco mais de cem anos e, ao contrário da maioria das raças caninas, baseado no caráter e habilidade, na sua aptidão para o manejo de rebanhos ovinos, principalmente, e bovinos. De origem imprecisa, seus ancestrais já pastoreavam rebanhos no século XIV. Sua aparência física, considerada rústica, é de pouca importância face à preocupação com a sua função pastoreira. Muito popular na Inglaterra, foi considerado o cão mais inteligente do mundo por Stanley Coren em seu excelente livro “A Inteligência dos Cães”. Pesam entre 15 a 23 kg, e o tamanho varia entre 40 a 55 cm, têm pelo preto e branco na maioria das vezes com 3 a 7 cm de comprimeto. De fácil adestramento, se apega facilmente ao dono e não gosta de ficar preso na corrente. Classificado no Grupo I, Seção 1 (cães pastoreiros e boiadeiros).

Mais sobre esta raça? Entre em contato com < dilerbarros@yahoo.com.br >
Outros blogs deste autor <  cgrheingantz@gmail.com >:
Quer mais sobre esta visita à Fazenda da Meia Lua? www.blogdojerseyrs.blogspot.com



quinta-feira, 25 de outubro de 2012

LA BLANQUEADA, DESTAQUE EM PISTA



Boa platéia assiste a Exposição onde Eike de La Blanqueada é vitorioso

No sábado (13 de outubro) transcorreu, em Florianópolis (SC), o Campeonato da Região Sul do  CBPA - Clube Brasileiro do Pastor Alemão, julgado pelo equatoriano Roberto Caputi. Um dos mais prestigiados juízes da América do Sul em atividade, Caputi reuniu expositores e cães de vários estados do Brasil: estava em disputa o campeonato da região sul (RS, SC e PR), e marcava pontos para o ranking nacional do CBPA. As exposições do ranking nacional são a Sieger Brasil e os campeonatos regionais Sul, Sudeste, Centro-oeste e Norte-nordeste.

Roberto Caputi

A criação pelotense esteve representada por “Eike de La Blanqueada”, criado pelo canil “La Blanqueada” que, associado ao canil Helomar, tem Cláudio Burck como titular.

Eike de La Blanqueada, promissor Pastor Alemão pertencente a Rogério Santos/Iasmine Motin, ao obter a segunda colocação na terceira categoria machos da exposição acima citada sagrou-se "Vice-campeão da Região Sul”, competindo com os melhores exemplares da raça nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Eike de La Blanqueada completou 12 meses recentemente, é filho do atual líder do ranking gaúcho Baco de Dom Feliciano e da cadela cinza Ussi do Mogiano (uma filha do VA1-Brasil, VA3-Áustria, V1-Argentina Karat's Ultimo, neto de Zamp von Thermodos considerado por muitos como o melhor exemplar da história da raça).

O pódium da 5ª machos, com Eike de La Blanqueada


Possuidor de excelente campanha nas pistas desde os 6 meses, Eike está na quarta colocação no  ranking gaúcho de "filhotes" (exemplares entre 4 e 12 meses), posição que mantém apesar de não marcar mais pontos como "filhote" desde 26/09/2012 por ter mudado de classe mas, a partir dessa data, nas duas exposições disputadas obteve lugar no pódio: terceiro na estréia na “Classe Jr.-A” em Porto Alegre (julgamento do baiano Carlos Martins Viana Neto) e, agora, esta expressiva segunda colocação no Campeonato da Região Sul, garantindo-lhe o primeiro título da carreira: vice-campeão CBPA Regional Sul 2012.

Eike de La Blanqueada com seu troféu